quarta-feira, 23 de maio de 2012

Controle Estatístico do Processo (CEP)

Controle Estatístico do Processo (CEP)

O controle da qualidade de um processo produtivo envolve a realização das seguintes etapas consecutivas:
  • Definição de um padrão a ser atingido;
  • Inspeção (medir o que foi produzido e comparar com o padrão);
  • Diagnóstico das não-conformidades (descrição do desvio entre o que foi produzido e o padrão);
  • Identificação das causas das não conformidades ou defeitos;
  • Ação corretiva para eliminação das causas;
  • Atualização dos padrões (produto ou processo).
O CEP é uma ferramenta com base estatística, de auxílio ao controle da qualidade, nas etapas do processo, particularmente no caso de processo de produção repetitivo. Hoje, mais do que uma ferramenta estatística, o CEP é entendido como uma filosofia de gerenciamento (princípios de gerenciamento) e um conjunto de técnicas e habilidades, originárias da estatística e da engenharia de produção, que visam garantir a estabilidade e a melhoria contínua de um processo de produção. Em resumo, visa o controle e a melhoria do processo. Os princípios fundamentais para implantação e gerenciamento do CEP são:
  • Pensar e decidir baseado em dados e fatos;
  • Pensar separando a causa do efeito, buscar sempre conhecer a causa fundamental dos problemas;
  • Reconhecer a existência da variabilidade na produção e administrá-la;
  • Usar raciocínio de prioridade (Pareto);
  • Girar permanente e metodicamente o ciclo de controle (Ciclo PDCA), visando a melhoria contínua do desempenho;
  • Definir o próximo processo/etapa/posto de trabalho como cliente da etapa anterior e o cliente define a qualidade esperada;
  • Identificar instantaneamente focos e locais de disfunção e corrigir os problemas a tempo;
  • Educar, treinar e organizar a mão de obra visando uma administração participativa e o autocontrole.
As principais técnicas de apoio ao CEP são:
  • Amostragem (Inspeção, Planos de Amostragem);
  • Folha de Verificação;
  • Histograma/Gráficos;
  • Diagrama de Pareto;
  • Diagrama de Causa e Efeito/6M/Espinha de Peixe;
  • Estratificação;
  • Gráficos de Controle (Gráficos de Shewhart);
  • Diagrama de Correlação.
Mas, por que controlar o processo? Porque do processo de produção podem resultar itens (produtos) não conformes/defeituosos ou a porcentagem de defeituosos pode variar ao longo do tempo. O que causa a produção de defeituosos é a existência de variação nos materiais, nas condições do equipamento, nos métodos de trabalho, na inspeção, nas condições da mão-de-obra, e em outros insumos, etc. A variação que ocorre num processo de produção pode ser desmembrada em duas componentes: uma de difícil controle, chamada variação aleatória, e outra chamada variação controlável.
Assim a equação da variação total de um processo pode ser escrita como sendo: variação total = variação aleatória + variação controlável. Se as variações forem conhecidas, controladas e reduzidas, os índices de produtos defeituosos certamente se reduzirão. Esses dois tipos de variação exigem esforços e capacitação, técnica e gerencial, diferenciados para o seu controle. O CEP auxilia na identificação e priorização das causas de variação da qualidade (separação entre as poucas causas vitais e as muitas triviais) e objetiva controle ou eliminação (aprisionamento) das causas fundamentais dos defeitos. Clique no link e acesse um texto sobre asDIRETRIZES BÁSICAS PARA IMPLANTAÇÃO DO CEP:http://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/11/diretrizes-basicas-para-implantacao-do-cep.pdf

Nenhum comentário:

Postar um comentário